Sarita era um encanto de pessoa. Eu a conheci em 1985, e moramos no mesmo bairro. Super alegre e motivada, aos 65 anos tinha energia como se tivera 20. Gostava de se produzir e estar sempre bonita. Usava roupas coloridas, brincos esvoaçantes e abusava da maquiagem, mas sem se tornar vulgar ou ridícula. Era muito inteligente e tinha uma particularidade que a destacava das mulheres da sua idade: ela estudava, fazia faculdade de direito, que sempre fora o seu sonho.
Era uma mulher maravilhosa que desafiava os preconceitos e buscava ser feliz, com seu estilo tão particular e irreverente de viver. Tinha uma família grande, e barulhenta e tinha muitos amigos.
Por trás dessa aparência cativante, ela escondia um triste realidade. Uma doença que castigava seu corpo. Tinha um tipo de câncer de mama agressivo, que já havia comprometido os dois seios. Mas não era visto Sarita lamentar-se ou queixar-se do seu destino. Ao contrário, enfrentava o problema com dignidade e resignação e seguia o tratamento com disciplina e coragem. Procurava administrar da melhor forma os transtornos da doença e conciliar o tempo com os estudos e sua vida familiar.
Há um ano o quadro estava estabilizado e sentia-se bem. Sentia-se também muito animada porque era o último ano da faculdade e em breve seria uma advogada.
Um dia, mais ou menos dois meses antes da sua formatura, Sarita quis conversar comigo em particular. Estava preocupada, por que teve uma crise forte de dor nas costas pela manhã, mas não quis preocupar a família. Só me pediu que a acompanhasse até a biblioteca para concluir o trabalho de conclusão do curso, o que eu atendi com muita boa vontade.
De qualquer forma orientei para procurar seu médico e relatar seu estado, mas Sarita não me ouviu. Quatro meses depois ela se formou. Finalmente realizara seu sonho da vida toda, ser uma profissional na área de direito.
Fui lhe dar os parabéns e um abraço carinhoso, ao que ela retribuiu com um largo sorriso.
Voltei para casa, feliz por ela e pensando como podemos desafiar os percalços da vida e alcançar nossas metas. Sarita era um exemplo disso.
Valente, guerreira, e vitoriosa. Uma grande mulher.
O tempo passou. Dra. Sarita hoje, já não existe mais, mas recordo que ainda resistiu e desafiou a doença por quase dois anos mais e foi uma grande profissional. Atuou com ética e responsabilidade e atendeu muitas pessoas que não tinha condições de pagar.
Advogar para ela, era uma vocação, que tinha como prioridade ajudar, assumir riscos e lutar pela justiça em seu pleno direito. Assumiu com dignidade, e atuou por pouco tempo, infelizmente, mas soube valorizar cada segundo de sua vida, com brilho, coragem e dignidade.
Parabéns Dra. querida. Sempre estará em nossos corações.
Era uma mulher maravilhosa que desafiava os preconceitos e buscava ser feliz, com seu estilo tão particular e irreverente de viver. Tinha uma família grande, e barulhenta e tinha muitos amigos.
Por trás dessa aparência cativante, ela escondia um triste realidade. Uma doença que castigava seu corpo. Tinha um tipo de câncer de mama agressivo, que já havia comprometido os dois seios. Mas não era visto Sarita lamentar-se ou queixar-se do seu destino. Ao contrário, enfrentava o problema com dignidade e resignação e seguia o tratamento com disciplina e coragem. Procurava administrar da melhor forma os transtornos da doença e conciliar o tempo com os estudos e sua vida familiar.
Há um ano o quadro estava estabilizado e sentia-se bem. Sentia-se também muito animada porque era o último ano da faculdade e em breve seria uma advogada.
Um dia, mais ou menos dois meses antes da sua formatura, Sarita quis conversar comigo em particular. Estava preocupada, por que teve uma crise forte de dor nas costas pela manhã, mas não quis preocupar a família. Só me pediu que a acompanhasse até a biblioteca para concluir o trabalho de conclusão do curso, o que eu atendi com muita boa vontade.
De qualquer forma orientei para procurar seu médico e relatar seu estado, mas Sarita não me ouviu. Quatro meses depois ela se formou. Finalmente realizara seu sonho da vida toda, ser uma profissional na área de direito.
Fui lhe dar os parabéns e um abraço carinhoso, ao que ela retribuiu com um largo sorriso.
Voltei para casa, feliz por ela e pensando como podemos desafiar os percalços da vida e alcançar nossas metas. Sarita era um exemplo disso.
Valente, guerreira, e vitoriosa. Uma grande mulher.
O tempo passou. Dra. Sarita hoje, já não existe mais, mas recordo que ainda resistiu e desafiou a doença por quase dois anos mais e foi uma grande profissional. Atuou com ética e responsabilidade e atendeu muitas pessoas que não tinha condições de pagar.
Advogar para ela, era uma vocação, que tinha como prioridade ajudar, assumir riscos e lutar pela justiça em seu pleno direito. Assumiu com dignidade, e atuou por pouco tempo, infelizmente, mas soube valorizar cada segundo de sua vida, com brilho, coragem e dignidade.
Parabéns Dra. querida. Sempre estará em nossos corações.
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