Gabriel Tinha doze anos e um sonho próprio da sua idade: ser piloto de avião.
Foi muito difícil para ele, aos 8 anos de idade, a separação dos pais, e sentiu-se um pouco perdido quando o pai saiu de casa e foi morar com a mãe.
Não compreendia muito a razão dos adultos, mas podia entender que os pais não se gostavam mais, pelas brigas e discussões constantes que presenciava.
Como os avós moravam perto, era possível ter uma convivência com o pai, sem se afastarem totalmente, mas na sua cabeça tudo era muito ¨esquisito ¨.
Para complicar mais , dois anos depois, Laíde, sua mãe, começou a namorar um outro homem e aí começaram os problemas de Gabriel. Esse homem, em sua opinião, era horrível. Não o aceitava de maneira nenhuma, e não entendia como a mãe podia querer aquele homem rude, sem instrução, educação, nada... No máximo tinha um carro velho, comprado a prestações... Gabriel então começou a ter problemas na escola e a ficar agressivo.
Com o tempo,, o namorado da mãe resolveu assumir o compromisso e veio morar em sua casa, mas os dois não se ¨ bicavam ¨. A relação entre eles era péssima. Começou então uma série de discussões em família. Gabriel passou a ter crises, ficar rebelde, e ameaçar a mãe que ia embora de casa. Não podia e não queria conviver com o padrasto. Nessa altura, Laide estava grávida e a situação ficava ainda mais difícil. Quando nasceu o irmão,Gabriel ficou um pouco mais tranqüilo e Laíde pensou que tudo ia se resolver. Entendia as razões de Gabriel e procurava conversar muito com ele. Era importante que ele soubesse que o amava e que ele era muito importante na família. Mas Gabriel não acreditava nisso, não via a estória desse modo, e saiu de casa. Foi morar com o pai e os avós, que o receberam com carinho.
O problema é que o pai também já se casara de novo e Gabriel passou então, a sentir-se completamente rejeitado. Ele se achava um intruso, não havia lugar para ele. Era como se fosse um peso para todos.
A avó de Gabriel, D. Joana, era muito terna e presente, entendia o menino e estava sempre pronta para um abraço, um conselho e demonstrar seu carinho para com o neto. Mas ele se fechou totalmente em seus conflitos.
Mas Gabriel passou a andar calado e indiferente. Já não queria ir à escola, jogar bola, ou estar com os amigos. Não queria nem mais saber sobre o curso de pilotagem que tanto gostava, já não interessava-lhe nada ou ninguém. Talvez um pessoa de fora, percebesse o quadro de depressão que Gabriel manifestava, mas a família não percebeu. Acharam que ele estava ¨ tomando juízo ¨.
Bem leitor, foi aí que o pior aconteceu. Gabriel tomou 30 comprimidos (calmantes do avô) de uma só vez. Ficou internado 45 dias em estado grave.
Mas com muita sorte e capacitação dos médicos, conseguiu recuperar-se. Saiu do hospital e voltou a enfrentar a vida e os seus problemas. Foi acompanhado por um psicólogo, e depois de algum tempo eu fui visitá-lo.
Procurei conversar com ele e entender suas razões. Perguntei-lhe.
- Gabriel, você acha que mudou alguma coisa, aqui fora, na sua vida familiar, esse tempo que ficou internado no hospital? Ele disse:
- NÃO.
- Então querido, não será com uma atitude dessas que vai mudar as coisas, entende? Somente você perderia. Há outras formas para resolver os nossos problemas sem sacrificar a si mesmo. Vamos tentar? Ele disse:
- Como?
Foi muito difícil para ele, aos 8 anos de idade, a separação dos pais, e sentiu-se um pouco perdido quando o pai saiu de casa e foi morar com a mãe.
Não compreendia muito a razão dos adultos, mas podia entender que os pais não se gostavam mais, pelas brigas e discussões constantes que presenciava.
Como os avós moravam perto, era possível ter uma convivência com o pai, sem se afastarem totalmente, mas na sua cabeça tudo era muito ¨esquisito ¨.
Para complicar mais , dois anos depois, Laíde, sua mãe, começou a namorar um outro homem e aí começaram os problemas de Gabriel. Esse homem, em sua opinião, era horrível. Não o aceitava de maneira nenhuma, e não entendia como a mãe podia querer aquele homem rude, sem instrução, educação, nada... No máximo tinha um carro velho, comprado a prestações... Gabriel então começou a ter problemas na escola e a ficar agressivo.
Com o tempo,, o namorado da mãe resolveu assumir o compromisso e veio morar em sua casa, mas os dois não se ¨ bicavam ¨. A relação entre eles era péssima. Começou então uma série de discussões em família. Gabriel passou a ter crises, ficar rebelde, e ameaçar a mãe que ia embora de casa. Não podia e não queria conviver com o padrasto. Nessa altura, Laide estava grávida e a situação ficava ainda mais difícil. Quando nasceu o irmão,Gabriel ficou um pouco mais tranqüilo e Laíde pensou que tudo ia se resolver. Entendia as razões de Gabriel e procurava conversar muito com ele. Era importante que ele soubesse que o amava e que ele era muito importante na família. Mas Gabriel não acreditava nisso, não via a estória desse modo, e saiu de casa. Foi morar com o pai e os avós, que o receberam com carinho.
O problema é que o pai também já se casara de novo e Gabriel passou então, a sentir-se completamente rejeitado. Ele se achava um intruso, não havia lugar para ele. Era como se fosse um peso para todos.
A avó de Gabriel, D. Joana, era muito terna e presente, entendia o menino e estava sempre pronta para um abraço, um conselho e demonstrar seu carinho para com o neto. Mas ele se fechou totalmente em seus conflitos.
Mas Gabriel passou a andar calado e indiferente. Já não queria ir à escola, jogar bola, ou estar com os amigos. Não queria nem mais saber sobre o curso de pilotagem que tanto gostava, já não interessava-lhe nada ou ninguém. Talvez um pessoa de fora, percebesse o quadro de depressão que Gabriel manifestava, mas a família não percebeu. Acharam que ele estava ¨ tomando juízo ¨.
Bem leitor, foi aí que o pior aconteceu. Gabriel tomou 30 comprimidos (calmantes do avô) de uma só vez. Ficou internado 45 dias em estado grave.
Mas com muita sorte e capacitação dos médicos, conseguiu recuperar-se. Saiu do hospital e voltou a enfrentar a vida e os seus problemas. Foi acompanhado por um psicólogo, e depois de algum tempo eu fui visitá-lo.
Procurei conversar com ele e entender suas razões. Perguntei-lhe.
- Gabriel, você acha que mudou alguma coisa, aqui fora, na sua vida familiar, esse tempo que ficou internado no hospital? Ele disse:
- NÃO.
- Então querido, não será com uma atitude dessas que vai mudar as coisas, entende? Somente você perderia. Há outras formas para resolver os nossos problemas sem sacrificar a si mesmo. Vamos tentar? Ele disse:
- Como?
- Não sei meu amor, mas vamos descobrir juntos, eu, você, sua família, todos juntos, porque todos nós te amamos. Que tal?
Ele sorriu, se comprometendo.
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