Edgar era meu professor, um negro obeso, enorme, extremamente grande, tinha olhos esbugalhados e amarelos, próprios da sua raça, mas era imensamente querido por todos os colegas de trabalho e pelos alunos.
Trabalhava nesta escola,como professor de matemática no período noturno e tinha paixão pela política.
Por muitas vezes ¨pegamos¨o professor completamente envolvido em discurso político desviando a aula e causando debates e polêmicas com todos os alunos.
Certa feita, num desses momentos de abdução política, prendeu a mim, e mais um outro aluno (de nome Xavier) consigo, no final da classe e deixou-se levar pelo assunto... O fato é que não se deu conta que o alarme tocou pela terceira vez, o sinal indicativo de que a escola seria fechada.
Quando um dos alunos se deu conta do silencio que reinara na escola, chamou a atenção do professor Edgar para o fato, o que imediatamente despertou a sua reação.
Saímos correndo da sala de aula para os corredores da escola e nos demos conta que não havia mais ninguém. Buscamos o vigia da escola, mas ele não se encontrava, (soubemos depois que ele não estava vindo nos últimos dias) e percebemos que os portões haviam sido trancados com cadeados. Nesse momento já sabíamos que a situação estava complicada, porque neste tempo não havia celular, e aparelho de telefone, só se oferecia o da secretaria escolar, que também se encontrava trancada. E agora?
O Professor Edgar com aqueles olhos enormes, que a noite também inspirava um pouco de medo, teve a brilhante idéia de saltarmos o muro da escola. A questão era, como?
O muro era muito alto. Com um pouco de sorte poderíamos fazer uma ¨escada humana¨, mas, e o Professor, quem agüentaria o seu peso e o seu tamanho?
O jeito era deixá-lo por último e pedir ajuda do outro lado da rua.
E assim fizemos, ou tentamos, mas foi impossível escalar, o muro era realmente alto e inviável. Tínhamos que buscar outra estratégia.
Xavier lembrou-se que havia um buraco no muro interno da escola, que dava saída para a quadra de esportes. Poderíamos tentar passar por ele, sair na quadra, que dava um acesso mais fácil para a rua e escaparmos, mas... e o professor Edgar? Suas proporções não combinavam muito com a situação.
Bom o jeito era tentar, já estava ficando tarde da noite e escuro. Decidimos que o professor passaria primeiro, porque se houvesse qualquer incidente na passagem poderíamos tentar resolver.
E assim, lá vai o professor Edgar, com sua relevante e abundante compleição física, se arriscando no buraco da escola... A cena era hilária, senão fosse dramática.
O professor se esguichou pelo chão, de quatro, com aquele ¨bundão¨ enorme que mais parecia um hipopótamo gelatinoso e tentou se enfiar...
Bom, querido leitor, o resultado disso não é preciso ser nenhum gênio para saber; o professor ficou ¨entalado¨... e adivinha quem entrou em pânico...
Para finalizar, Xavier como bom muleque de rua, teve a idéia de assoviar e chamar a atenção para o guarda da ronda noturna, apesar do risco que corríamos.
Foi quando, finalmente, fomos ouvidos e resgatados e tivemos que ficar por quase duas horas dando explicações ao guarda.
Trabalhava nesta escola,como professor de matemática no período noturno e tinha paixão pela política.
Por muitas vezes ¨pegamos¨o professor completamente envolvido em discurso político desviando a aula e causando debates e polêmicas com todos os alunos.
Certa feita, num desses momentos de abdução política, prendeu a mim, e mais um outro aluno (de nome Xavier) consigo, no final da classe e deixou-se levar pelo assunto... O fato é que não se deu conta que o alarme tocou pela terceira vez, o sinal indicativo de que a escola seria fechada.
Quando um dos alunos se deu conta do silencio que reinara na escola, chamou a atenção do professor Edgar para o fato, o que imediatamente despertou a sua reação.
Saímos correndo da sala de aula para os corredores da escola e nos demos conta que não havia mais ninguém. Buscamos o vigia da escola, mas ele não se encontrava, (soubemos depois que ele não estava vindo nos últimos dias) e percebemos que os portões haviam sido trancados com cadeados. Nesse momento já sabíamos que a situação estava complicada, porque neste tempo não havia celular, e aparelho de telefone, só se oferecia o da secretaria escolar, que também se encontrava trancada. E agora?
O Professor Edgar com aqueles olhos enormes, que a noite também inspirava um pouco de medo, teve a brilhante idéia de saltarmos o muro da escola. A questão era, como?
O muro era muito alto. Com um pouco de sorte poderíamos fazer uma ¨escada humana¨, mas, e o Professor, quem agüentaria o seu peso e o seu tamanho?
O jeito era deixá-lo por último e pedir ajuda do outro lado da rua.
E assim fizemos, ou tentamos, mas foi impossível escalar, o muro era realmente alto e inviável. Tínhamos que buscar outra estratégia.
Xavier lembrou-se que havia um buraco no muro interno da escola, que dava saída para a quadra de esportes. Poderíamos tentar passar por ele, sair na quadra, que dava um acesso mais fácil para a rua e escaparmos, mas... e o professor Edgar? Suas proporções não combinavam muito com a situação.
Bom o jeito era tentar, já estava ficando tarde da noite e escuro. Decidimos que o professor passaria primeiro, porque se houvesse qualquer incidente na passagem poderíamos tentar resolver.
E assim, lá vai o professor Edgar, com sua relevante e abundante compleição física, se arriscando no buraco da escola... A cena era hilária, senão fosse dramática.
O professor se esguichou pelo chão, de quatro, com aquele ¨bundão¨ enorme que mais parecia um hipopótamo gelatinoso e tentou se enfiar...
Bom, querido leitor, o resultado disso não é preciso ser nenhum gênio para saber; o professor ficou ¨entalado¨... e adivinha quem entrou em pânico...
Para finalizar, Xavier como bom muleque de rua, teve a idéia de assoviar e chamar a atenção para o guarda da ronda noturna, apesar do risco que corríamos.
Foi quando, finalmente, fomos ouvidos e resgatados e tivemos que ficar por quase duas horas dando explicações ao guarda.
O professor Edgar?... imaginem, este chorava copiosamente! mas eu acho que era mais medo do que vergonha. Acreditem, naquele momento eu a tive certeza de como tamanho não quer dizer nada! (rsrsrsrs)
Eu juro, leitor, isso aconteceu numa escola pública estadual, em 1982 e estou viva para contar a estória...
Saudades professor Edgar.
Saudades professor Edgar.
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