Danilo foi alguém muito especial em minha vida. Eu era ainda muito jovem e imatura, na plenitude dos meus dezessete anos quando o conheci.
Ele já era um homem mais maduro e trazia consigo uma bagagem de mais de quinze anos, o que se refletia em gestos e comportamentos.Talvez essa diferença de idades, não representasse nada no contexto de um amor verdadeiramente sólido e comprometido, mas na verdade a nossa relação não estava edificada e consistente o bastante para superar pequenas dificuldades.
Tínhamos sede e pressa de viver. Hoje em dia me pergunto por que, quando havia tanto tempo para desfrutar os nossos desejos... Talvez essa pressa e ansiedade da juventude tenha determinado o nosso rompimento. Pecamos e erramos bastante, mas fomos felizes também. Fomos namorados, fomos noivos de aliança, fomos amantes, fomos marido e mulher... Fomos tudo e nos tornamos nada... Me pego a refletir sobre isto...
Vivemos tantas coisas, tantos momentos, sete anos de cumplicidade e loucuras para que tudo se perdesse por um minuto apenas, e o tempo se encarregasse de nos separar definitivamente e deixasse somente as lembranças na memória.
Um momento ficou gravado em meu coração: um botão de rosa colocado na janela, com uma linda frase: - você deu vida a minha vida!
Mas um outro momento, sem romance, sem brilho, sem carinho, também ficou gravado na memória: fotos, uma outra mulher, uma vida paralela, um homem que mentia, enganava e traía. O cristal se quebrou, já não se podia mais consertar o estrago...
Ele tinha sede de conhecer outras coisas, mulheres, aventuras. Mas não podia culpá-lo, não cabia somente a ele a responsabilidade do fim, eu tinha que ser justa. Eu também tinha sede de viver outras coisas, e era o momento certo para agarrar e aproveitar a minha liberdade, tinha que reconhecer , eu também queria desfrutar, outras emoções, a minha juventude... Porque eu sofreria aos 23 anos de idade, era linda, jovem e tinha o mundo aos meus pés. Mas esse mundo que me oferecia tudo, na verdade não me trouxe uma estabilidade, nem uma completa satisfação, somente amores inconseqüentes, aventuras, momentos felizes.
Uma vida rica de emoções e fascinante, mas que me faltou o alicerce, a segurança, a proteção de um homem, ele, o meu amor, Danilo que ficou lá atrás no meu passado.
O tempo passou, 34 anos depois voltamos a nos falar... sinto bater forte o coração.Toda vez que ele liga, sinto a sua presença, o seu conforto, o seu carinho. Sinto saudades.
Mas as perguntas insistem em martelar o meu cérebro.
Será que o passado volta? Ou será que podemos ter um novo futuro?
Não somos os mesmos jovens de antes, temos uma bagagem de vida, com muitas estórias, hoje somos pessoas diferentes, intelectualmente, emocionalmente, socialmente, materialmente, mas... somos os mesmos na essência, no conteúdo e no coração, tenho certeza.
Ele já era um homem mais maduro e trazia consigo uma bagagem de mais de quinze anos, o que se refletia em gestos e comportamentos.Talvez essa diferença de idades, não representasse nada no contexto de um amor verdadeiramente sólido e comprometido, mas na verdade a nossa relação não estava edificada e consistente o bastante para superar pequenas dificuldades.
Tínhamos sede e pressa de viver. Hoje em dia me pergunto por que, quando havia tanto tempo para desfrutar os nossos desejos... Talvez essa pressa e ansiedade da juventude tenha determinado o nosso rompimento. Pecamos e erramos bastante, mas fomos felizes também. Fomos namorados, fomos noivos de aliança, fomos amantes, fomos marido e mulher... Fomos tudo e nos tornamos nada... Me pego a refletir sobre isto...
Vivemos tantas coisas, tantos momentos, sete anos de cumplicidade e loucuras para que tudo se perdesse por um minuto apenas, e o tempo se encarregasse de nos separar definitivamente e deixasse somente as lembranças na memória.
Um momento ficou gravado em meu coração: um botão de rosa colocado na janela, com uma linda frase: - você deu vida a minha vida!
Mas um outro momento, sem romance, sem brilho, sem carinho, também ficou gravado na memória: fotos, uma outra mulher, uma vida paralela, um homem que mentia, enganava e traía. O cristal se quebrou, já não se podia mais consertar o estrago...
Ele tinha sede de conhecer outras coisas, mulheres, aventuras. Mas não podia culpá-lo, não cabia somente a ele a responsabilidade do fim, eu tinha que ser justa. Eu também tinha sede de viver outras coisas, e era o momento certo para agarrar e aproveitar a minha liberdade, tinha que reconhecer , eu também queria desfrutar, outras emoções, a minha juventude... Porque eu sofreria aos 23 anos de idade, era linda, jovem e tinha o mundo aos meus pés. Mas esse mundo que me oferecia tudo, na verdade não me trouxe uma estabilidade, nem uma completa satisfação, somente amores inconseqüentes, aventuras, momentos felizes.
Uma vida rica de emoções e fascinante, mas que me faltou o alicerce, a segurança, a proteção de um homem, ele, o meu amor, Danilo que ficou lá atrás no meu passado.
O tempo passou, 34 anos depois voltamos a nos falar... sinto bater forte o coração.Toda vez que ele liga, sinto a sua presença, o seu conforto, o seu carinho. Sinto saudades.
Mas as perguntas insistem em martelar o meu cérebro.
Será que o passado volta? Ou será que podemos ter um novo futuro?
Não somos os mesmos jovens de antes, temos uma bagagem de vida, com muitas estórias, hoje somos pessoas diferentes, intelectualmente, emocionalmente, socialmente, materialmente, mas... somos os mesmos na essência, no conteúdo e no coração, tenho certeza.
Bem, espero encontrar a resposta.
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