D. Jovina era uma mulher adorável, mais do que isso, era uma verdadeira lady. Uma senhorinha linda e meiga.
Tinha a pele bem alva e os olhinhos azul- celeste; mas o que mais chamava atenção em seu rosto, era o seu sorriso sempre presente.
Educadíssima e gentil, eu era sempre recebida em sua casa com muito carinho. Nunca se esquecia de servir-me um refresco ou um café.
Tinha sempre um sorriso e um abraço fraterno para me receber.
Era uma senhora positiva e alegre apesar da doença. D. Jovina tinha câncer de pulmão, já em estado avançado, porém, não se entregava ou se deixava abater pela doença.
Tinha esperança de curar-se, lutava muito pela vida, e o seu otimismo contagiava a todos e também a mim dava esperanças.
Quando a conheci, ela parecia-me tão bem, que quando a médica posicionou-me do real estado de saúde de D. Jovina, demorei a crer ou aceitar.
Eu preferia não pensar nisso, preferia pensar que o futuro é uma incógnita e que não temos poder para desvendá-lo. Quem poderia saber quantos anos mais viveria D. Jovina? ,. Me perguntava. Somente Deus.
E assim, o tempo foi passando.
Numa dessas visitas, D. Jovina sugeriu-me um remédio de ervas para minha sinusite e até brinquei com ela que dessa vez, ela é que era a doutora. Particularmente neste dia, ela sentia muita dor, porém estava sorridente como sempre. Não se deixava abater.
Quando saí, deu-me um abraço bem afetuoso, porque nesta semana iria ser internada para fazer uma cirurgia de retirada de nódulos no pulmão. Estava confiante e otimista.
Alguns dias depois, soube da terrível notícia: D. Jovina não resistira a cirurgia.
Acabou-se D. Jovina, apagou-se o seu sorriso para sempre.
Fiquei algum tempo pensando no verdadeiro significado da vida, e perguntando-me porque pessoas como D. Jovina tem que morrer.
A única resposta que me confortou é que, provavelmente, Deus também precisava ter o seu sorriso lá no céu!
Descanse em paz minha querida! Guardarei sempre o seu sorriso na memória!
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