Narinha foi uma grande mulher.
Baiana de origem e cheia de alegria, tão característico do povo baiano, enchia as nossas vidas com bom-humor e simpatia.
Era o tipo da baiana ¨adoidada¨ e destemida, encarava qualquer problema, com raça e dignidade. Recordo-me que fazia comidas com forte tempero, pois usava condimentos ¨picantes¨, mas com um sabor inigualável. Teve um casal de filhos, e um bom companheiro, trabalhador, honesto e responsável
O problema é que, ambos, ela e o marido, carregavam uma dificuldade. O vício da bebida.
Certamente, a bebida era o destempero da vida deles. Era o fator responsável pelos problemas, brigas e discussões, que com os anos, passaram à se tornar mais freqüentes.
A vida já não era tão alegre assim, e os filhos cresciam àquele ambiente de discórdia.
Narinha começou a tomar atitudes impensadas e incoerentes. Já não era mais a esposa dedicada e carinhosa e a mãe presente para os filhos...
Mas, apesar dos problemas, a vida da família seguia seu curso. Karina, a filha mais velha estava com nove anos de idade e o menino Rodrigo acabava de completar cinco anos, quando, infelizmente, ocorreu uma grande tragédia...
Foi num dia qualquer; numa manhã, como tantas outras, um acidente, estúpido, imprudente, veio a acontecer e daria um outro final para esta estória. Mudou totalmente o curso de suas vidas e uma sentença definitiva. A morte de Narinha.
O que se soube, posteriormente, foi que Narinha estava estendendo roupa na lage, como não havia proteção nas margens, ela tropeçou e caiu no quintal da casa dos fundos, em uma altura razoável, ferindo gravemente a cabeça, pois bateu num pilar de concreto, causando uma hemorragia profunda. Foi socorrida, mas não resistiu e veio a falecer.
O seu marido entrou em depressão profunda e acabou se entregando mais ainda ao vício da bebida e do cigarro, (o que o levou, anos mais tarde, a morrer de câncer). O seu filho mais novo tornou-se usuário de drogas e morreu, assassinado, aos 23 anos de idade, e a sua filha mais velha ¨juntou-se¨ ao namorado aos treze anos de idade e teve dois filhos dessa relação.
(curiosamente, essa moça leva uma vida também com as mesmas dificuldades porque o marido também é alcoólatra).
Nunca ficou provado ou evidente, (embora tivesse surgido forte suspeita) que o álcool fora o agente causador, mas muitas hipóteses e comentários foram levantados. Questionou-se muito o fator dessa distração para um tombo dessa magnitude, uma vez que era habitual essa atividade para Narinha, sem uma explicação plausível. Por isso os fatos sempre foram direcionados para este argumento.
De qualquer forma, seria aqui muito leviano e injusto julgar ou penalizar Narinha, uma vez que somente ela pagou o preço mais alto que se possa alcançar, o preço da sua vida, infelizmente, seja porque motivo for.
Cabe a todos, família e amigos, lembrar de sua pessoa com carinho e saudades, pedir a Deus que acolha e receba sua alma, e a nós todos, inclusive a você leitor, pedir que reflitamos sobre os prejuízos e conseqüências do uso abusivo e irresponsável do álcool, que tantas vidas tem ceifado.
Era o tipo da baiana ¨adoidada¨ e destemida, encarava qualquer problema, com raça e dignidade. Recordo-me que fazia comidas com forte tempero, pois usava condimentos ¨picantes¨, mas com um sabor inigualável. Teve um casal de filhos, e um bom companheiro, trabalhador, honesto e responsável
O problema é que, ambos, ela e o marido, carregavam uma dificuldade. O vício da bebida.
Certamente, a bebida era o destempero da vida deles. Era o fator responsável pelos problemas, brigas e discussões, que com os anos, passaram à se tornar mais freqüentes.
A vida já não era tão alegre assim, e os filhos cresciam àquele ambiente de discórdia.
Narinha começou a tomar atitudes impensadas e incoerentes. Já não era mais a esposa dedicada e carinhosa e a mãe presente para os filhos...
Mas, apesar dos problemas, a vida da família seguia seu curso. Karina, a filha mais velha estava com nove anos de idade e o menino Rodrigo acabava de completar cinco anos, quando, infelizmente, ocorreu uma grande tragédia...
Foi num dia qualquer; numa manhã, como tantas outras, um acidente, estúpido, imprudente, veio a acontecer e daria um outro final para esta estória. Mudou totalmente o curso de suas vidas e uma sentença definitiva. A morte de Narinha.
O que se soube, posteriormente, foi que Narinha estava estendendo roupa na lage, como não havia proteção nas margens, ela tropeçou e caiu no quintal da casa dos fundos, em uma altura razoável, ferindo gravemente a cabeça, pois bateu num pilar de concreto, causando uma hemorragia profunda. Foi socorrida, mas não resistiu e veio a falecer.
O seu marido entrou em depressão profunda e acabou se entregando mais ainda ao vício da bebida e do cigarro, (o que o levou, anos mais tarde, a morrer de câncer). O seu filho mais novo tornou-se usuário de drogas e morreu, assassinado, aos 23 anos de idade, e a sua filha mais velha ¨juntou-se¨ ao namorado aos treze anos de idade e teve dois filhos dessa relação.
(curiosamente, essa moça leva uma vida também com as mesmas dificuldades porque o marido também é alcoólatra).
Nunca ficou provado ou evidente, (embora tivesse surgido forte suspeita) que o álcool fora o agente causador, mas muitas hipóteses e comentários foram levantados. Questionou-se muito o fator dessa distração para um tombo dessa magnitude, uma vez que era habitual essa atividade para Narinha, sem uma explicação plausível. Por isso os fatos sempre foram direcionados para este argumento.
De qualquer forma, seria aqui muito leviano e injusto julgar ou penalizar Narinha, uma vez que somente ela pagou o preço mais alto que se possa alcançar, o preço da sua vida, infelizmente, seja porque motivo for.
Cabe a todos, família e amigos, lembrar de sua pessoa com carinho e saudades, pedir a Deus que acolha e receba sua alma, e a nós todos, inclusive a você leitor, pedir que reflitamos sobre os prejuízos e conseqüências do uso abusivo e irresponsável do álcool, que tantas vidas tem ceifado.
Independente de qualquer coisa, sempre a lembrarei com muito carinho, como uma mulher corajosa, disposta e bonita. Que Deus esteja ao seu lado eternamente, minha querida Narinha.
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