Maurício, era um homem brilhante, natural do Rio Grande do sul, de família classe média, desde pequeno já denunciava o talento para os negócios. Estava sendo comprando ou vendendo alguma coisa.
Com o apoio do pai, formou-se em administração de empresas, e ainda muito jovem abriu uma pequena empresa no ramo de esquadrias metálicas.
Mauricio era talentoso e genial e teve um desempenho excelente no ramo metalúrgico. O crescimento profissional veio rápido, porque nunca faltou determinação, esforço e trabalho. Em pouco tempo fez-se necessário conseguir um espaço maior para permitir os novos empreendimentos da empresa.
Em menos de cinco anos, Maurício já possuía uma empresa de porte médio, bem localizada, com 250 funcionários e um faturamento bruto significativo, que girava em torno de ¨2 milhoes de reais.
Mas mesmo com a ascensão financeira, e o sucesso da empresa, nunca menosprezou ou diminuiu qualquer pessoa, sempre teve um caráter humilde e generoso. Era muito fiel a suas origens.
Sempre tratou seus funcionários com cortesia e respeito e tinha como princípio ser justo. Para isso, conduzia os assuntos relacionados e decisões a serem tomadas, com extremo cuidado e coerência. Nunca deixava de considerar uma promoção quando o funcionário o fazia por merecer. Eu posso afirmar isso com convição e conhecimento porque trabalhei em sua empresa por dois anos.
Um desses funcionários se chamava Moacir. Tinha 35 anos, um ano trabalhando na empresa, inteligente e competente, mas apesar disso, tinha um grave problema de caráter. Era ambicioso, muito ambicioso.
Tinha o cargo de supervisor líder de departamento, mas almejava, já algum tempo, ficar como encarregado do setor, e esperava a oportunidade. A medida que o tempo foi passando, a ambição começou a trabalhar em seu cérebro e pensou que talvez pudesse dar um empurrãozinho no ¨destino ¨ para acelerar o processo e realizar o que desejava. Não pensou que seria natural a sua ascensão, era apenas uma questão de tempo, uma vez que era qualificado o suficiente e conhecia a filosofia da empresa. Lamentavelmente, não tinha a paciência e compreensão necessárias para isso.
Mais tarde, se soube que estava na lista das promoções.
Com a maldade conduzindo seus pensamentos, começou arquitetar um plano para derrubar o funcionário que ocupava o cargo de encarregado, Sr. Anias, e evidentemente pôr-se em evidência. Vale lembrar leitor, que os Sr. Anias tinha 62 anos e era um funcionário exemplar, que começou junto com a empresa, sem nenhuma falha de comportamento até então. Era querido e respeitado por todos os colegas e também muito considerado pelo Superintendente Maurício.
Moacir tinha certeza que seria indicado, uma vez que conhecia todo o trabalho e dominava todo o processo interno, com capacitação.
Em sua mente invejosa, via o Sr. Anias como um estorvo, um velho já incapacitado para o trabalho, e que devia deixar o lugar para outros.
Assim que, decidiu executar o seu plano, e num momento de conferência, já planejado, detectou um ¨ sumiço de materiais ¨ que estrategicamente, mais tarde, ele mesmo os encontrou no carro da empresa, carro que somente era usado pelo Sr. Anias, encarregado do setor. Não perdeu tempo em passar a informação, logo na primeira hora da manhã seguinte. Tratou de ir pessoalmente e educadamente à sala do Sr. Maurício e relatou os fatos. Buscou a habilidade das palavras para não parecer um traidor, e ainda arrematou para maior sustentação da sua informação, que já havia percebido outras vezes estas ocorrências, mas não podia comentar sem ter certeza. Era extremamente astuto e falso.
Mas Moacir não contava com o senso de justiça, coerência e experiência de anos do dono da empresa, que conduziu a situação com muito cuidado e habilidade, e decidiu realizar uma rigorosa investigação.
Descobriu-se que o material havia ¨ desaparecido ¨ na tarde do dia anterior, o que já deixava dúvidas sobre o encarregado Sr. Anias, porque no dia anterior ele não estava em serviço.
Avaliou-se também que era necessário uma pessoa forte, com bons dotes físicos, (o que não combinava com Sr. Anias) para conseguir transportar os materiais pesados para o carro, à não ser que ele tivesse um cúmplice.
E finalmente, apurou-se que, como o Sr. Anias não estava na empresa, certamente as chaves do carro permaneceram no quadro chaveiro, então alguém poderia facilmente ter tido acesso. Bem, como ainda era muito cedo, o Sr. Anias ainda não pegara as chaves do carro neste dia, e imediatamente deu ordem ao segurança para que ninguém as retirasse, pois era perfeitamente possível conseguir as impressões digitais. Neste ponto, olhando a cara de Moacir, nervoso e transtornado, a verdade ficou clara para Maurício.
A princípio ele tentou negar, mas Maurício esclareceu à ele que preferia poupar o transtorno e trabalho da polícia e que poderiam resolver a questão internamente, sem maiores complicações. Seria mandado embora por justa causa, e claro, sem direitos; mas ao menos não teria outras complicações. Seria poupado de ter problemas com a justiça.
E foi aí, nesse momento, que fora de si, ele atirou em Maurício, covardemente, traiçoeiramente. Por sorte lhe feriu apenas o ombro direito, e não teve seqüelas.
Bom caro leitor, o desfecho inesperado e cruel, revelou o quanto a maldade, a ambição e a falta de Deus podem destruir uma pessoa, porque certamente, se esse rapaz tivesse outros sentimentos no coração, não teria feito o que fez e teria escrito uma estória bem diferente para sua vida.
Os sentimentos negativos e destrutivos venceram em seu caráter e por isso ele quase tirou uma vida, e estragou a sua própria, sem necessidade.
Mas, certamente, vai lamentar para sempre os seus atos tão mesquinhos,
Mas, certamente, vai lamentar para sempre os seus atos tão mesquinhos,
que só prejudicaram a si mesmo. Um desperdício.
Nenhum comentário:
Postar um comentário