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sexta-feira, 1 de julho de 2011

JÚNIOR - 23º episódio - ¨ filho abençoado¨

Neste momento meu filho Junior tem dezoito anos.
É um rapaz lindo, inteligente e saudável.
É um filho maravilhoso, cheio de luz, é o ser mais importante da minha vida e o bem mais precioso para mim. O meu presente de Deus.
Há dezoito anos e sete meses atrás, ele denunciava sua vinda.
Começava então a desenvolver dentro de mim uma nova vida que tinha uma missão neste mundo: fazer-me realizada e  feliz. Os sintomas da gravidez começavam a manifestar-se logo no início  e começaram   a incomodar-me os enjôos matutinos e as mudanças em meu corpo.   Quando  peguei o resultado de confirmação da gravidez, o qual guardo até hoje, liguei imediatamente para o pai dele, demonstrando uma felicidade imensa dentro de mim. Nossa vida estaria definitivamente vinculada a partir daquele momento.
Eu tinha na época trinta e dois anos e sempre tive vontade de ter um filho, mas para isso era preciso encontrar um homem que o desejasse tanto quanto eu, e finalmente que tivesse a responsabilidade e a consciência de trazer uma vida ao mundo.
Quando tive a confirmação da gravidez e contei para o pai dele, tive absoluta certeza que havia feito a escolha certa. Meu filho teria um pai maravilhoso! Ele seria um ser muito amado por nós dois.
A gravidez foi difícil, desconfortável, os enjoos me maltratavam muito  e só após os quatro meses é que passou a  desenvolver com normalidade. Foi somente após este período, que pude ter condições de curtir minha barriga de grávida.
Com sete meses de gravidez  já despontava uma barriga enorme  e alguns inchaços pelo corpo, mais especificamente no rosto. Meu bebe mexia muito e me incomodava para dormir. Porém, para mim  tudo era normal.
Mas Junior estava ansioso e  tinha pressa de vir ao mundo. Chegou  antes da hora prevista, nasceu em dezenove de outubro, dois meses antes, prematuro e frágil. Teve que ficar no hospital ganhando peso e se fortalecendo para a vida.
Era um bebê muito pequenino e o seu pai o segurava com uma mão apenas, não tinha nem  sobrancelha formada pois ainda estava em formação e aparentava muita fragilidade.
Paralelamente a isso eu também fiquei internada no hospital, porque o parto foi delicado, mal feito, tive hemorragia  e complicações,  sofri muito, e fiquei algum tempo no hospital. Não tive o prazer de amamentar meu filho. 
Mas Júnior era forte de espírito, guerreiro, teimoso e chegou com muita força e coragem. Sobreviveu as máquinas, aos aparelhos ligados em seu corpinho, ao leite artificial, a ausência do contato materno, a sua fragilidade física, mas  venceu.
Com três meses ele já era um lindo bebê, já competia com outros bebês nascidos no tempo certo, e parece que desafiava a todos os outros  com seu desenvolvimento rápido, seu aspecto bonito e saudável,  superando todas as expectativas...  Esse era o meu filho.  
Cresceu e se tornou uma criança linda,  admirada por todos.
Tinha também um jeito meigo e tranqüilo que encantava as pessoas.
Aos nove anos ganhou um concurso na escola regular como Mister Universo.Para uma mãe isso é um premio imensamente valioso. 
Também  aos nove anos fez uma viagem  sozinho  ao  Estados Unidos para visitar o pai.
Aos dez anos viajou para o Uruguai para passar férias com a avó.
Aos doze anos foi morar nos Estados Unidos com o pai biológico e estudar em uma escola americana.
Aos dezoito anos, fala fluentemente três idiomas e se prepara para ingressar na universidade.
Esse é Júnior, meu filho amado, o meu presente de Deus maravilhoso.
Bem, apesar da distância e da saudade, sinto-me orgulhosa por ele.
Tem seis longos anos que não o vejo,  mas se Deus permitir estará vindo a passeio no final do ano, para  visitar-me.
A última vez que nos falamos deu-me uma notícia linda, que eu esperei ouvir todos estes  anos.
 - Mãe, ingresso na universidade, as nossas lágrimas valeram a pena!

Eu juro,  se alguém me perguntasse o que eu senti naquele momento, eu diria que conheci a plenitude do ser, a felicidade absoluta de ser mãe. Ou talvez,  não disse se nada, porque não teria palavras para  explicar o que senti.

E se alguém me perguntasse o que eu fiz de melhor neste mundo e porque valeu a pena viver; certamente eu responderia: -  meu filho.
Obrigada meu amor. Obrigada por você existir.
Te amo!!








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