Isabel era uma pobre mulher. Tinha problemas psiquiátricos moderados o que a excluiu da sua família, condenando-a a dormir pelas ruas e pedir abrigo e comida pelas casas. Era uma pessoa solitária e carente.
Tinha uma aparência descuidada e feia, os pés feridos e sujos, e as vezes era agressiva, mas só se alterava quando alguém a molestava. Na maioria das vezes causava a pessoas atitudes como, pena, rejeição e indiferença.
Por vezes trabalhava para pessoas que a explorava em trabalhos domésticos, apenas para ganhar um vestido ou um sapato usado, e depois mostrava os presente ou ganhos, com toda alegria e inocência que povoava sua mente.
Durante algum tempo freqüentou o curso de educação para adultos, mas acho que o único resultado foi conquistar alguma inclusão, porque mentalmente não tinha condições de aprender nada.
Ela se apegou de forma muito intensa comigo. Talvez porque eu sempre soube conversar com ela sem preconceitos, e a via como todos a deveria ver, um ser humano, mas infelizmente, eu pude fazer bem pouco por ela.
Algumas vezes, eu procurei abordar assuntos referentes a necessidade dela fazer um tratamento, e conseguir uma ajuda humanitária para sobreviver, mas isso era inadmissível para ela. Tinha reações de agressividade e fugia, indo embora pelo mundo, até que tempos depois, ela voltava com um sorriso amigo e gentil pedindo um pouco de comida, ou um banho.
Conversei com uma assistente social, sobre as possibilidades que havia para o caso de Isabel, mas o que eu ouvi foi que ela deveria ter os cuidados e atenção da família, e depois que deveria aceitar o tratamento, ninguém poderia forçá-la. Explicou-me que os critérios são esses, porque essas pessoas se, obrigadas a alguma coisa, geralmente fogem.
Fiquei triste por ela, mas não havia muito que eu pudesse fazer.
Tempos mais tarde, conheci alguém da família de Isabel, e comentei o assunto, mas o que ouvi foi o seguinte: - eu já tenho problema demais para me preocupar com doido. Aquilo é um bicho, dona!
Não disse nada, não adiantava insistir. Saí dali pensando que aquele homem jamais teria um gesto de ajuda e preocupação com Isabel. Ele já era escravo do seu egoísmo e estava preocupado somente consigo mesmo.
Lamentei que tivessem entre nós, seres humanos, tanto egoísmo e indiferença. Quanto descaso para com essas pessoas, que são vistos como bichos imundos pela sociedade.
Muitos de nós quando olhamos para estes, as vezes dormindo em jornais e caixas de papelão pelas ruas, passamos longe, nos afastando mesmo, evitando o contato, sentindo aversão, e não pensamos que ali tem um coração que pulsa, um cérebro que pensa. São pessoas como eu, como você, e que por alguma razão se encontra ali, abandonado e excluído.
Eu, particularmente acho que é um problema social grave, que envolve órgãos do governo, sociedade, família, em fim, é uma responsabilidade social, mas que para mudar é preciso a participação de todos.
Para reflexão.
Tinha uma aparência descuidada e feia, os pés feridos e sujos, e as vezes era agressiva, mas só se alterava quando alguém a molestava. Na maioria das vezes causava a pessoas atitudes como, pena, rejeição e indiferença.
Por vezes trabalhava para pessoas que a explorava em trabalhos domésticos, apenas para ganhar um vestido ou um sapato usado, e depois mostrava os presente ou ganhos, com toda alegria e inocência que povoava sua mente.
Durante algum tempo freqüentou o curso de educação para adultos, mas acho que o único resultado foi conquistar alguma inclusão, porque mentalmente não tinha condições de aprender nada.
Ela se apegou de forma muito intensa comigo. Talvez porque eu sempre soube conversar com ela sem preconceitos, e a via como todos a deveria ver, um ser humano, mas infelizmente, eu pude fazer bem pouco por ela.
Algumas vezes, eu procurei abordar assuntos referentes a necessidade dela fazer um tratamento, e conseguir uma ajuda humanitária para sobreviver, mas isso era inadmissível para ela. Tinha reações de agressividade e fugia, indo embora pelo mundo, até que tempos depois, ela voltava com um sorriso amigo e gentil pedindo um pouco de comida, ou um banho.
Conversei com uma assistente social, sobre as possibilidades que havia para o caso de Isabel, mas o que eu ouvi foi que ela deveria ter os cuidados e atenção da família, e depois que deveria aceitar o tratamento, ninguém poderia forçá-la. Explicou-me que os critérios são esses, porque essas pessoas se, obrigadas a alguma coisa, geralmente fogem.
Fiquei triste por ela, mas não havia muito que eu pudesse fazer.
Tempos mais tarde, conheci alguém da família de Isabel, e comentei o assunto, mas o que ouvi foi o seguinte: - eu já tenho problema demais para me preocupar com doido. Aquilo é um bicho, dona!
Não disse nada, não adiantava insistir. Saí dali pensando que aquele homem jamais teria um gesto de ajuda e preocupação com Isabel. Ele já era escravo do seu egoísmo e estava preocupado somente consigo mesmo.
Lamentei que tivessem entre nós, seres humanos, tanto egoísmo e indiferença. Quanto descaso para com essas pessoas, que são vistos como bichos imundos pela sociedade.
Muitos de nós quando olhamos para estes, as vezes dormindo em jornais e caixas de papelão pelas ruas, passamos longe, nos afastando mesmo, evitando o contato, sentindo aversão, e não pensamos que ali tem um coração que pulsa, um cérebro que pensa. São pessoas como eu, como você, e que por alguma razão se encontra ali, abandonado e excluído.
Eu, particularmente acho que é um problema social grave, que envolve órgãos do governo, sociedade, família, em fim, é uma responsabilidade social, mas que para mudar é preciso a participação de todos.
Para reflexão.
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