Era uma bela manhã de sol. O dia estava esplêndido e olhando aquele esplendor, conclui que decididamente valia a pena viver. Fui para o banho entusiasmada e cantarolando. Sentia-me feliz, o que era uma sensação maravilhosa.
As 10:40 horas o telefone tocou.Era Elenice, uma amiga me perguntando se poderia vir a minha casa. Estava com problemas e precisava conversar com alguém.
Achei estranho, porque quando a vi pela última vez, estava bem e muito feliz, pois descobrira que estava grávida de 32 semanas do homem que amava, Ronaldo, seu marido; e sempre desejara muito ter um filho.
Abri a porta para uma mulher nervosa e preocupada. Elenice estava transtornada e chorava muito.
As 10:40 horas o telefone tocou.Era Elenice, uma amiga me perguntando se poderia vir a minha casa. Estava com problemas e precisava conversar com alguém.
Achei estranho, porque quando a vi pela última vez, estava bem e muito feliz, pois descobrira que estava grávida de 32 semanas do homem que amava, Ronaldo, seu marido; e sempre desejara muito ter um filho.
Abri a porta para uma mulher nervosa e preocupada. Elenice estava transtornada e chorava muito.
Pedi que respirasse fundo e se acalmasse. Ofereci-lhe um refresco e esperei o momento para que ela contasse o que a afligia tanto.
Elenice havia descoberto o pior que pode acontecer para uma mulher bem casada, que ama imensamente seu marido... Arnaldo a estava traindo.
Descobriu da pior maneira possível, quando foi separar as roupas de Ronaldo para lavar. Descobriu fotos comprometedoras do seu marido com uma moça bem bonita. Provavelmente ele as tinha esquecido. O pior de tudo é que, olhando as fotos, era impossível haver qualquer engano. A verdade estava evidente, o que eu, intimamente, lamentei muito, porque não poderia nem ao menos tentar contornar a situação.
Era uma situação muito delicada para ela, porque diante da gravidez teria que pensar muito para tomar uma atitude. O peso e as conseqüências teriam outra dimensão.
Elenice disse que não iria mais conseguir viver com Ronaldo. Que iria separar-se. Eu lhe disse que refletisse com calma, que pensasse também no bebê, que desse a si mesma algum tempo para decidir melhor o que fazer. Ela concordou e saiu.
De qualquer forma não senti muita segurança no que dizia, Elenice estava muito abalada e achei melhor acompanhá-la até sua casa. Quando chegamos, decidi por lhe fazer um chá e pedi que ela tentasse dormir um pouco. O sono iria lhe fazer bem. Ela se dirigiu para o quarto visivelmente triste.
Bem, olhei pela janela e o dia estava levemente nublado, o sol estava entre as nuvens e as sombras roubavam o esplendor da manhã, naquele momento pensei como tudo na vida pode mudar tão depressa, e me perguntei o porque de tudo isso. Bem mais tarde, lá na frente, eu compreenderia.
Esperei mais um pouco até perceber que Elenice dormira e resolvi ir embora. Ronaldo, seu marido, chegaria a qualquer momento e não gostaria que me visse ali. Era um momento delicado para o casal e seria constrangedor para mim.
Deixei um bilhete ao seu lado, dizendo que estaria em casa e que poderia chamar-me a qualquer momento se fosse preciso.
No dia seguinte o telefone voltou a tocar logo cedo. Era Elenice. Senti pela voz que estava muito mal, pois eu não entendia muito bem o que dizia, parecia que a voz estava desconexa e emitia sons como ¨gemidos¨.
Perguntei se estava bem e o que estava acontecendo? Mas ela não disse nada e como a linha caiu, decidi me dirigir até sua casa. Sai apressada e preocupada, o meu coração me dizia que algo acontecera.
Quando cheguei até lá, percebi o movimento grande de ambulância e pessoas em frente à casa. Elenice estava sendo socorrida numa maca, e pelo que soube em seguida, ela estava abortando a criança.
Fiquei sinceramente muito triste com tudo aquilo e lamentei que minha amiga estivesse passando por isso. A decepção com Ronaldo havia sido muito forte para ela emocionalmente, e após uma forte discussão ela perdera o bebê.
Após esse episódio, Elenice nunca mais quis saber de Ronaldo e o casamento terminou.
O tempo se encarregou de curar as feridas e mais tarde Elenice conheceu outra pessoa e voltou a casar-se. Laércio era um mardo adorável, com quem teve dois filhos fortes e saudáveis. Um homem super do bem, que a amava, respeitava e lhe deu uma linda família.
( Agora entendia o porquê ).
( Agora entendia o porquê ).
Pelo que soube algum tempo depois, Ronaldo também se casou com outra mulher, mas curiosamente o destino lhe pregou uma peça. Ronaldo nunca pode ter filhos com a nova companheira. E carregava consigo o pesar pelo que aconteceu no passado.
Histórias como essa, sempre nos faz refletir sobre nossos atos neste mundo e os mistérios divinos que estão além de nossa compreensão humana.
Sinto que aquele ditado, ¨aqui se faz, aqui se paga ¨, tem cada vez mais sentido para mim.
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