O nome dele é Roni.
Sua estória parece mesmo um filme de cinema, mas é um filme da vida real. Com um enredo forte de superação e fé, vamos viajar numa
estória de vida com muito sofrimento, mas também com muita fé.
Roni tina 30 anos, estava casado
há seis anos e já formava sua família com um bebê de 4 anos. Estava no auge da
juventude e vivendo as primeiras glórias de um bom emprego como representante
de uma linha conceituada de perfumes importados. Por hora ainda estava trabalhando como
associado autônomo, prestando serviços, mas tinha um bom salário e ajuda de custo,
e como desempenhava muito bem seu trabalho e dava bom retorno de vendas para a
empresa, estava para ser efetivado com um salário três vezes maior, o que
certamente iria lhe garantir uma situação bem mais cômoda. Roni era muito focado no trabalho porque valorizava muito bens materiais e conforto..
Sentia-se feliz.
Ele usava como meio de transporte
sua própria moto, o que lhe poupava tempo e economia.
Aí aconteceu a tragédia. Um
dia qualquer, na ida para o trabalho, perdeu o controle da moto e se chocou
violentamente contra um poste. Neste momento a vida lhe sentenciava com uma
mudança de 90º. O cérebro processa tudo muito rápido: hospital, traumatismo, UTI, e o diagnóstico
infinitamente desesperador: 70% de paraplegia. Seria
um cadeirante, cheio de sequelas. Um quadro triste que limitaria seus
movimentos por tempo indeterminado, talvez pelo resto da vida.
A sua vida virou do avesso. O seu
mundo era outro agora, sua rotina era hospital, remédios, fisioterapias e muita dor. Muito desconforto, seu coração estava muito triste...
E agora? Morrer ou reagir
mesmo tendo que enfrentar a vida assim?
Mas ainda que os dias e as noites se arrastassem como sombras pesadas
de sofrimento, desânimo e incertezas, ele tinha um corpo jovem e forte, uma fé enorme
em seu coração, e principalmente sua família. Ingredientes fortes para não desistir da vida e continuar a batalha.
8 meses depois a sua mulher foi
embora, não aguentou as dificuldades e deixou o filho com o pai. Mesmo com tristeza Roni entendeu seu ponto de vista. Não era uma mulher forte e não estava fácil para ela. Nem todo mundo é capaz de suportar o peso de cuidar de um doente todos os dias.
Traçou mentalmente um panorama da sua vida.
Agora ele estava sem emprego, recebendo uma ajuda do governo de um salário mínimo (não tinha vínculos com a empresa), paraplégico com várias limitações e com um filho pequeno para criar.
Agora ele estava sem emprego, recebendo uma ajuda do governo de um salário mínimo (não tinha vínculos com a empresa), paraplégico com várias limitações e com um filho pequeno para criar.
Foi morar com a mãe. Sentia-se impotente, desconfortável na casa da
mãe idosa, não queria dar este trabalho a ela, mas não tinha escolha, ele
e o filho precisavam de ajuda. Sabia que era a única forma de lutar
para sair daquela situação. E acreditava que um dia a pudesse recompensar por tudo. Tinha fé.
E foi a luta.
Fisioterapias. Nada muito de
qualidade, porque dependia do serviço público. Mas se esforçou ao máximo, além
disso dependia de pessoas para levá-lo. Sabia que situação era humilhante, sentia seu coração apertado,
lembrava da sua vida um ano trás e, escondido em seu quarto onde dormia com o
filho, chorava sozinho e em silêncio para que a mãe e o filho não ouvissem. Queria poupá-los da sua dor. Foram tempos muito difíceis.
Um dia conheceu Marina, era a
nova fisioterapeuta, que iria substituir férias da titular. Desde o início
sentiu-se muito bem com ela, a achava linda, encantadora. Mas óbvio que não
podia ter ilusões com nenhuma mulher e manteve-se discreto e tímido. Seu lugar era o de
paciente e não podia esquecer-se disso, mesmo que percebesse que Marina lhe
dava uma atenção especial, conversava muito com ele, pensava que era apenas uma
moça educada, que encontrara afinidades com seu jeito de ser. Além disso, ela tinha uma
aliança de compromisso no dedo direito e isso era esclarecedor.
Mas, por incrível que possa
parecer, um dia, Marina tomou a iniciativa e sorrindo he disse: – “Roni, sonhei com você esta
noite. Sonhei que éramos namorados e caminhávamos de mãos dadas”. Aquela
confissão lhe desarmou e sentiu-se acanhado, constrangido, mas ela continuou. – “Eu sou serva
de Deus e Ele sempre me revela os fatos. Você vai voltar a andar". E ainda sorrindo levemente, ela completou: - E
seremos namorados”. Ele demorou para perceber o quanto Marina falava sério, meio com alguma dúvida pensou que ela só poderia estar brincando.
Mas ela não estava. Marina continuou
cuidando dele e lhe deu um ânimo absurdo. Ela o levou a sua igreja e passaram a
ficar mais vezes juntos. Roni voltou a sorrir e tinha muito mais força de vontade para lutar. Se antes
ele queria voltar a ter os movimentos, agora era vital para ele. Não sabia explicar muito bem porque, mas
sabia que Marina tinha era elemento chave em sua vida.
As sessões eram árduas e dolorosas.
Alternava entre dia sim, dia não, e voltava sempre muito cansado para casa. Mas o resultado de todo o esforço começou a
aparecer. Três meses depois ele já conseguia se levantar com a ajuda de muletas, seis meses depois já conseguia
mover os braços, comer sozinho, e pegar algumas coisas...
Um ano depois ele já tinha
forças para caminhar com andador e se
locomover.
Nossa! Quanta coisa aconteceu!
Tudo fora muito triste e sofrido, mas foi por conta disso tudo que conheceu Marina
e também a sua fé. Agora era um novo homem. Os bens materiais não eram mais
somente a sua meta na vida, tinha outros
valores importantes, antes já adormecidos.
Por conta dessa dedicação a
Roni, Marina rompeu com o noivo, mas ela não sentiu pesar por isso. Roni
preenchia sua vida e ela sabia que a razão era porque estava apaixonada, tinha que admitir porque na verdade sempre esteve, desde que o conheceu. Então certamente era um propósito de Deus.
Finalmente assumiram o amor
dos dois. Foram morar juntos e tiveram uma filha. Roni
conseguiu voltar a trabalhar parcialmente no que fazia, adequando as suas
condições.
Juntos, com muito amor e parceria, compraram um apartamento e um
carro adaptado, automático, porque Roni ainda tem limitações físicas na perna
esquerda. Hoje leva uma vida praticamente
normal e acha justo contribuir com uma ajuda mensal para a mãe que o ajudou tanto num momento difícil.
O casal mora com os dois filhos
e são muito felizes.
Agora para completar a felicidade de ambos, só estão aguardando
o divórcio legal de Roni para legalizarem a união.
São as tramas da vida que sugerem os desígnios de Deus.
A vida de Roni só tem duas
palavras para definir. FÉ E SUPERAÇÃO.
Parabéns querido!. Você merece
todas as bênçãos de Deus.
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